O vereador Rafael Ranalli (PL), de Cuiabá, apontou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como um possível nome da direita para disputar a Presidência da República em 2030. Em entrevista nesta terça-feira (27), na Câmara Municipal, o parlamentar afirmou que o governador poderá ganhar espaço na próxima disputa nacional, mas avaliou que a família Bolsonaro deve continuar influente na definição dos rumos do campo conservador.
“O momento correto do Tarcísio é daqui quatro anos”, declarou Ranalli, ao comentar os nomes que podem assumir a disputa pelo Palácio do Planalto após a eleição de 2026.
Na avaliação do vereador, Tarcísio não entrou na corrida presidencial deste ano porque a direita precisava preservar o governo de São Paulo. Ele argumentou que uma candidatura nacional do governador poderia colocar em risco a permanência do grupo político no comando do estado.
“A direita não podia perder São Paulo. Aí, se tivesse arriscado, pode ser que teria perdido São Paulo e o Brasil”, afirmou.
Ranalli também avaliou que Tarcísio poderá se fortalecer como alternativa para a próxima eleição. “Eu acredito que o Tarcísio se fortaleça como a ponta da lança agora”, disse.
O governador, entretanto, já negou a existência de um acordo para disputar a Presidência em 2030 e afirmou que seu compromisso é com a população paulista.
Apesar de apontar a possibilidade de uma candidatura fora da família Bolsonaro, Ranalli descartou que o grupo tenha perdido protagonismo na direita após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de 2026. Para sustentar a avaliação, citou as votações de candidatos ao Legislativo que se apresentaram como aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Eu acredito que esse protagonismo não diminua. Muito pelo contrário, ele vai continuar encabeçando a direita, mas pode ser que surjam outros nomes”, afirmou.
O vereador também mencionou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como possível integrante de uma chapa presidencial futura. Ele citou a hipótese de Tarcísio como candidato a presidente e Michelle como vice, mas ressaltou que a composição ainda é incerta.
“De repente, sim, como você citou a Michelle, tem aquela chapa que foi ensaiada daqui quatro anos, Tarcísio presidente, Michelle vice. Só o tempo vai dizer”, declarou.
Outro nome lembrado por Ranalli foi o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que, segundo ele, poderá ganhar espaço em uma disputa presidencial posterior. O vereador apontou um horizonte de oito anos, quando o parlamentar terá idade suficiente para concorrer ao cargo, conforme a exigência constitucional de 35 anos.
Ao concluir, Ranalli reiterou que, mesmo com a possibilidade de outro nome disputar a Presidência, acredita que a família Bolsonaro continuará exercendo influência sobre a direita brasileira.