A privação crônica de sono desregula hormônios fundamentais, prejudica a sensibilidade à insulina e favorece o acúmulo de tecido adiposo, mesmo em pessoas que seguem dietas ajustadas.
A falta de descanso afeta diretamente o funcionamento do organismo:
Aumento da grelina: O hormônio que estimula o apetite atinge níveis mais altos quando o corpo não dorme o suficiente, aumentando a sensação de fome.
Redução da leptina: O hormônio responsável pela sinalização de saciedade diminui, fazendo com que o cérebro demore mais para reconhecer a satisfação após as refeições.
Elevação do cortisol: A privação de sono eleva o hormônio do estresse, o que favorece a retenção de gordura — principalmente na região abdominal — e pode afetar a massa muscular.
Resistência à insulina: Dormir pouco prejudica a captação de glicose pelas células, aumentando a tendência do corpo de armazenar energia em forma de gordura.
Para manter o metabolismo regulado, profissionais de saúde recomendam associar a reeducação alimentar a uma rotina de sono contínua de 7 a 8 horas por noite.