Vídeo | Em Sinop, Pivetta defende Flávio Bolsonaro na Presidência para rever Reforma Tributária
Governador criticou o desenho atual da reforma e previu prejuízos a Mato Grosso e outros estados produtores do país
- Categoria: Geral
- Publicação: 24/04/2026 13:42
- Autor: Da redação: Leticia Avalos/De Sinop: Alline Marques
A eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República este ano é a principal aposta do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para garantir uma revisão profunda na Reforma Tributária, classificada por ele como “excludente” para os estados produtores. Durante a abertura da 7ª Norte Show, em Sinop, Pivetta afirmou que o pré-candidato já sinalizou o compromisso de reestudar o texto aprovado para evitar que o atual modelo de arrecadação sufoque economicamente regiões com baixa densidade demográfica.
“A Reforma Tributária prejudica muitos estados brasileiros enquanto favorece os que têm grandes populações, com capacidade de consumo. Porque o imposto vai ser arrecadado na ponta do consumo. Nesse caso, um estado como Mato Grosso, pela baixa densidade demográfica, vai ter dificuldade, sim”, mencionou na noite dessa terça-feira (21).
Segundo o governador, o modelo atual ignora a importância estratégica de quem produz e sustenta a economia nacional, favorecendo desproporcionalmente o poder de consumo dos grandes centros urbanos em detrimento das áreas que garantem a produção de alimentos e matérias-primas.
Pivetta sustentou que as dificuldades reais desse sistema começarão a ser sentidas de forma mais severa entre 2031 e 2032, mas ressaltou que a articulação política para reverter esse cenário deve ser imediata. Ele afirmou que estados como Mato Grosso do Sul e Acre compartilham dessa preocupação e que, em uma federação, as regras precisam ser isonômicas para todos, o que o levou a acreditar que a ascensão de um novo governo federal será o momento ideal para “acertar o que falta acertar” na legislação.
Outro ponto crítico abordado pelo governador foi o desequilíbrio no Pacto Federativo, que ele descreveu como injusto por não levar em conta a ocupação territorial do Brasil. Pivetta afirmou que Mato Grosso vive hoje uma realidade em que paga muito mais impostos à União do que recebe em forma de investimentos ou repasses diretos. Para ele, o sistema tributário não pode ser pautado apenas pela massa populacional, mas deve respeitar o esforço daqueles que ocupam e desenvolvem o interior do país.
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