Vídeo | Governador fala que volta do Fethab 2 depende do cenário econômico
Pivetta condiciona continuidade da taxa à recuperação da rentabilidade do agronegócio; setor enfrenta crise com altos custos e endividamento recorde
- Categoria: Geral
- Publicação: 24/04/2026 13:53
- Autor: Da redação: Leticia Avalos/Do local: Alline Marques
O futuro do Fundo de Transporte e Habitação conhecido como “Fethab 2” em Mato Grosso está atrelado diretamente ao desempenho das commodities e à estabilidade global nos próximos meses. Embora o planejamento oficial do governo preveja o fim do imposto em 2027, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) admitiu que a decisão de não renovar a lei para o próximo ano pode ser revista se o cenário geoeconômico voltar a ser benéfico ao produtor mato-grossense.
“Se chegar lá no final do ano e tiver mudado o cenário, melhorado os preços, acabado a guerra [no Irã], acabado essa confusão, eu tenho certeza que o próprio setor vai dizer [que quer a continuidade]”, afirmou o governador em entrevista à imprensa nessa terça-feira (21), durante a abertura oficial da 7ª Norte Show, em Sinop.
Leia mais: Vídeos | Pivetta diz que Fethab 2 “vai fazer falta”, mas garante manutenção de investimentos
A hesitação em encerrar o fundo de forma irreversível esbarra no gargalo logístico. Pivetta destacou que o Estado tem mantido um ritmo de 1.000 quilômetros de asfalto por ano, mas o déficit ainda é expressivo. Dos cerca de 13 mil produtores de soja e milho de Mato Grosso, 5 mil produtores ainda não têm asfalto passando perto de suas fazendas, segundo estimativas do próprio governador.
Pivetta argumenta que, se a rentabilidade do campo voltar, o próprio produtor poderá ser o maior interessado na manutenção do Fethab 2 para garantir que as obras não parem. “Está faltando estrada para muitos produtores ainda”, disse.
Crise econômica
No início do mês, poucos dias após ser empossado governador, Pivetta anunciou o congelamento do Fethab até dezembro de 2026 e afirmou que a contribuição extraordinária, conhecida como Fethab 2, não será reeditada em 2027.
Segundo ele, o setor produtivo está sendo “castigado” pela instabilidade econômica promovida pela disputa político-militar entre os Estados Unidos e o Irã, e, portanto, não tem capacidade contributiva imediata.
O produtor mato-grossense já vem acumulando débitos de anos anteriores, como o ciclo 2023/24 que foi duramente afetado pelo El Niño. Agora, com o aumento do preço dos combustíveis, a escalada nos custos de produção e o valor das commodities em baixa, o cenário tem sido cada vez mais marcado pela incerteza.
“É uma reivindicação justa […] por que iríamos prejudicar um setor que está castigado por todos esses fatores? O Estado de Mato Grosso não pode sacrificar os produtores”, concluiu.
Veja o vídeo:
Leia Mais