O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que o resultado das eleições deve ser respeitado, mesmo quando contraria a preferência do eleitor, e condenou a violência por motivação política registrada no fim de semana do segundo turno presidencial. “Resultado de eleição é que nem decisão judicial: a gente não discute, a gente cumpre”, declarou.
Pivetta reconheceu que esperava a vitória de Flávio Bolsonaro (PL), candidato que apoiou, mas disse aceitar a decisão da maioria dos brasileiros, que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu votei no Flávio e esperava que o Flávio fosse eleito, mas não foi”, afirmou.
A manifestação ocorreu em meio a questionamentos sobre episódios violentos registrados durante o fim de semana eleitoral, incluindo a morte do investigador da Polícia Civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos, morto a tiros em uma ocorrência envolvendo uma discussão política. Ao ser questionado sobre a escalada da violência, Pivetta disse que esse tipo de comportamento precisa ser banido do país.
“Trocar a nossa liberdade de votar e de respeitar resultado por violência é uma estupidez, é desumano até”, afirmou. O governador defendeu que os crimes sejam investigados e os responsáveis, punidos.
Sobre a morte do policial civil, Pivetta classificou o caso como lamentável.
Diálogo com Lula
Apesar de ter apoiado o adversário de Lula, Pivetta afirmou que pretende manter uma relação institucional com o governo federal. Segundo ele, o diálogo com o presidente e sua equipe será orientado pelos interesses da população mato-grossense.
“Na condição de governador que hoje eu estou, [vou] procurar um diálogo institucional, respeitoso, que eu sempre tive, com o presidente Lula, com a equipe do presidente Lula”, declarou.
O governador também classificou a prorrogação da votação por duas horas no segundo turno como “desarrumação”, que considerou desnecessária, e apontou excesso de judicialização do processo eleitoral. Apesar das críticas, voltou a defender a segurança do sistema brasileiro de votação.
“O sistema eleitoral do Brasil é muito bem concebido, né? Nós podemos ver isso no primeiro turno, né?”, afirmou.
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