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Juliana Souza responde pergunta secreta no Fato no Ato e defende que candidatura seja avaliada pelo trabalho e pela representação regional

A relação entre candidaturas de familiares de prefeitos e outras lideranças políticas e o eventual uso da estrutura pública para impulsionar projetos eleitorais foi tema da pergunta secreta feita à candidata a deputada federal Juliana Souza durante entrevista ao Fato no Ato.
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 28/09/2026 16:57

A questão abordou especificamente os limites entre a articulação política legítima e o uso da influência de quem ocupa cargos públicos para favorecer candidaturas familiares.

Juliana iniciou a resposta afirmando que uma candidatura à Câmara Federal não poderia ser construída exclusivamente a partir da força política de um único município. Segundo ela, a eleição de um deputado federal exige articulação regional e depende da capacidade de conquistar votos em diferentes cidades. “Quem tem trabalho prestado, quem luta pela população, quem já mostrou do que é capaz, está ali para conquistar o voto legítimo, o voto pelo seu trabalho entregue àquela população”, afirmou.

Ao tratar diretamente de sua própria situação, Juliana reconheceu que é primeira-dama de Água Boa, município administrado por seu marido, Mariano Kolankiewicz. Ela afirmou, porém, que sua atuação política e social não estaria restrita à cidade. A trajetória pública de Juliana inclui atuação como secretária municipal de Assistência Social e passagem pela Câmara dos Deputados como suplente. Em 2026, ela disputa uma vaga de deputada federal.

A candidata também apresentou sua circulação por diferentes municípios do Vale do Araguaia como parte da estratégia de construção de uma candidatura regional. Citou agendas em Barra do Garças, Nova Xavantina, Confresa, Vila Rica, Novo Santo Antônio, Cocalinho e Campinápolis, entre outras cidades. “Em Água Boa, onde sou primeira-dama, vai me ajudar e muito a chegarmos lá. Mas quem vai me eleger deputada federal é o Vale do Araguaia, é o Estado de Mato Grosso e é você que está aí em casa me assistindo”, declarou.

Na entrevista, Juliana ainda associou sua candidatura a pautas que pretende defender em Brasília, especialmente políticas para as mulheres e o combate ao feminicídio, além do setor produtivo. Formada em Medicina Veterinária e ligada à atividade rural, afirmou que pretende representar também os produtores rurais e discutir as dificuldades enfrentadas pelo setor. A candidatura foi oficialmente lançada em agosto, em Água Boa, em evento que contou com a presença do governador Otaviano Pivetta e do ex-governador Mauro Mendes.

A pergunta secreta colocou, portanto, no centro da entrevista um dos temas recorrentes do debate eleitoral: até que ponto a estrutura política construída por uma família pode influenciar uma candidatura e como diferenciar apoio político legítimo de eventual uso indevido da máquina pública. Juliana respondeu defendendo que sua trajetória, seu trabalho e sua atuação regional sejam considerados pelo eleitor como elementos próprios de sua candidatura, independentemente do cargo ocupado pelo marido.