União aprova apoio a Pivetta após convenção marcada por bate-boca e acusações de traição
Votação dos convencionais referenda posição defendida por Mauro Mendes, com 30 votos a favor, mas decisão ainda será analisada pela Federação União Progressista.
- Categoria: Geral
- Publicação: 30/07/2026 19:03
- Autor: Alline Marques
O União Brasil aprovou, nesta quinta-feira (30), o apoio à pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso. A decisão foi tomada durante convenção estadual marcada por embates internos, discussões jurídicas, acusações de “traição” e troca de críticas entre lideranças da legenda.
A votação colocou fim a um dos maiores rachas recentes do partido, dividido entre o grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes, defensor da aliança com Pivetta, e a ala ligada ao senador Jayme Campos, que defendia candidatura própria do União ao Palácio Paiaguás.
Apesar da aprovação da convenção, Mauro já havia antecipado que o resultado representa apenas uma manifestação do partido. Segundo ele, a palavra final caberá à Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, responsável por homologar a posição da legenda na disputa estadual.
Durante as cinco horas de votação, o clima permaneceu tenso. Antes mesmo da abertura das urnas, o deputado estadual Júlio Campos apresentou uma questão de ordem pedindo a impugnação da cédula sob o argumento de que o Republicanos não teria formalizado um pedido de aliança. Mauro rejeitou o pedido após apresentar documento protocolado pelo Republicanos no último dia 24 solicitando a composição.
Na sequência, o senador Jayme Campos também tentou alterar o modelo de votação, defendendo que ela fosse aberta. O pedido também foi rejeitado pela mesa que conduzia os trabalhos.
As divergências se intensificaram quando o deputado estadual Dilmar Dal Bosco afirmou que apoiar um candidato de outra legenda significaria uma “traição” ao União Brasil. A declaração provocou reação imediata de Mauro Mendes, que classificou a fala como fruto de um momento de “desequilíbrio” e cobrou uma retratação pública do parlamentar.
Mesmo com o ambiente de tensão, a convenção foi encerrada com a aprovação do apoio a Pivetta, fortalecendo a estratégia política construída por Mauro Mendes para 2026. Ainda assim, a decisão dependerá da deliberação da Federação União Progressista, responsável pela definição oficial dos rumos da aliança eleitoral.
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