Vídeo | Mauro não deve interferir em decisão de escolha para vice de Pivetta
Ex-governador afirma que é o próprio pré-candidato quem deve realizar a escolha cita autonomia do aliado nas articulações
- Categoria: Geral
- Publicação: 25/06/2026 23:21
- Autor: Da Redação - Aline Costa / Reportagem local - Pablo Moreira
O ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que não irá interferir na decisão de um nome para assumir o papel de vice-governador de Otaviano Pivetta (Republicanos). Mendes comparou a escolha de vice a um casamento e defendeu a autonomia do aliado para definir quem quer ao seu lado em uma possível vitória nas eleições. A fala foi dada à imprensa na noite de terça-feira (23), durante evento de lançamento das pré-candidaturas de Virgínia e Mauro Mendes.
O nome de quem concorre ao lado de Pivetta é alvo de especulações. Durante a coletiva, foram mencionados nomes como o do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil). Mauro Mendes, que também é chefe do União Brasil, negou que tenham ocorrido diálogos nesta semana relacionados ao assunto, mas não descartou a possibilidade.
“O Fábio Garcia é um grande quadro da política. Foi meu secretário da Casa Civil e tem uma capilaridade muito grande no estado de Mato Grosso, como chefe da Casa Civil, como deputado federal já de segundo mandato. Ele tem todas as condições para ocupar qualquer cargo que ele deseja. Obviamente isso vai passar para uma análise primeiro do Pivetta e do conjunto de apoios que ele tem”, explicou Mendes.
Pivetta ocupou o cargo de vice-governador ao lado de Mauro durante os dois mandatos e agora conta com o apoio do ex-governador nas eleições de 2026. A aliança causa divergências dentro do União Brasil, uma vez que Mendes também defende que o partido não tenha candidatura própria e apoie Pivetta, enquanto outra parte, ligada à família Campos, quer apoiar a candidatura de Jayme Campos ao governo.
Caso Mendes tenha sucesso no apoio do partido a Pivetta, uma possível parceria com União pode ser esperada, com um vice que venha do partido. O ex-governador, entretanto, explicou que quando foi governador, a decisão de escolher Pivetta partiu dele e agora ele defende que Pivetta também possa fazer a escolha. Mauro comparou a aliança a um casamento.
“Olha, o diálogo partidário, ele vai existir, mas acima de tudo eu defendi e continuo falando. Quem vai escolher o vice é o Pivetta! Eu escolhi minha esposa para casar, ela me escolheu e o vice é mais ou menos isso. Não é uma esposa, não é um marido, mas é um cargo muito próximo de você, que você tem que ter a liberdade de escolher. Eu escolhi o Piveta, nós nos escolhemos como parceiros ali para enfrentar esse desafio em 2018″ relembrou ele.
Apesar da defesa de Mendes por uma escolha pessoal, a vaga de vice acaba sendo usada para negociação de alianças com os partidos. Como Mauro já ocuparia a vaga ao Senado, partidos como o Podemos, liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, busca pleitear a vice. Apesar de mais distantes, há ainda quem diga que a vaga poderia ser dada ao MDB, tendo Janaina Riva como cotada à vaga, apesar da deputada afirmar que não recua da disputar ao Senado. O PSDB já fechou apoio a Pivetta e apesar de não ter colocado na mesa até o momento a negociação da vice, com certeza não descartaria a possibilidade.
As chapas devem ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até dia 15 de agosto, ou seja, até lá, Pivetta obrigatoriamente deve ter feito sua escolha. As Convenções Partidárias, que irão deliberar sobre coligações, escolher candidatos e concorrer, estão previstas para a data entre 20 de julho a 5 de agosto, conforme o TSE. A data para a Convenção do União Brasil ainda não foi definida.
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