Vídeo | Max critica aumento do diesel e defende redução do ICMS
Russi afirmou que o impacto da alta preocupa diretamente a economia mato-grossense, já que o estado depende fortemente dos derivados de petróleo para o funcionamento das engrenagens do agronegócio
- Categoria: Geral
- Publicação: 20/03/2026 13:16
- Autor: Da Redação - Pablo Moreira / Da Reportagem Local: Danilo Figueiredo
O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), demonstrou preocupação com o aumento do diesel e defendeu que o governo estadual avalie a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível. A declaração ocorre em meio à escalada dos preços do petróleo no mercado internacional devido à guerra no Oriente Médio.
O deputado defendeu que o governo do estado deveria atender ao pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e reduzir o ICMS sobre o diesel importado, medida que está sendo discutida entre a União e os estados no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
“Acho que tudo que a gente conseguir trabalhar para buscar aí um melhor preço, melhor condição e uma tranquilidade maior nesse período de incerteza, de guerra, de dúvidas, eu acho que é válido e é importante que os governos de Estado também avancem nessa direção”, avaliou Max.
Russi afirmou que o impacto da alta preocupa diretamente a economia mato-grossense, já que o estado depende fortemente do diesel para o funcionamento das engrenagens do agronegócio. “Isso encarece a nossa produção. Nós dependemos muito do diesel para a produção da agricultura. Então, vai aumentar o custo da produção e, lógico, vai aumentar o valor dos produtos, já gera inflação, gera uma série de incertezas”, alertou.
A proposta do governo federal prevê a zeragem temporária do ICMS na importação do diesel até maio, com compensação de 50% da perda de arrecadação aos estados, cerca de R$ 1,5 bilhão por mês.
O deputado argumentou que o aumento dos preços é injustificável, tendo em vista que o Brasil produz a maior parte do petróleo consumido, tendo capacidade de autossustentação para além das instabilidades do mercado global.
“Eu vi pessoas comprando, estocando combustível com medo de ter dificuldade, mesmo o Brasil produzindo quase todo o seu petróleo, algo na faixa de menos de 15% que o Brasil precisa importar, então não é um número elevado e não se justifica alta. Não se justifica alta, porque esse percentual que nós não somos produtores é um percentual pequeno que dá para ser absorvido”, justificou Russi.
O governo federal já zerou os tributos federais (PIS/Cofins) sobre o diesel e busca agora a adesão dos estados à redução do ICMS. A decisão final deve ser comunicada até 27 de março, em reunião presencial do Confaz em São Paulo.
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