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Fato no Ato do SBT de Barra do Garças questiona soltura de suspeito preso com mais de 8 kg de droga em General Carneiro

A decisão da Justiça em conceder liberdade provisória a um suspeito preso com mais de 8 quilos de substância análoga à maconha, no município de General Carneiro (MT), gerou forte repercussão regional e foi duramente questionada no programa Fato no Ato do SBT de Barra do Garças, apresentado pelo jornalista Octávio Wilquer.
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 19/01/2026 14:26
  • Autor: SBT BARRA



O suspeito foi detido durante uma ação policial transportando aproximadamente 8 quilos do entorpecente. Apesar da quantidade considerada significativa, ele foi colocado em liberdade durante a audiência de custódia, por decisão do Juiz de Garantias – Núcleo 4.0, sem o arbitramento de fiança.

Conforme consta na decisão judicial, embora houvesse informações iniciais apontando possíveis passagens do suspeito por crimes como latrocínio, ameaça, furto qualificado e desacato, tais registros não teriam sido oficialmente confirmados nos sistemas da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso nem no relatório de antecedentes criminais expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado. Com base nisso, o magistrado entendeu pela concessão da liberdade provisória, nos termos do artigo 321 do Código de Processo Penal.

Durante o Fato no Ato, Octávio Wilquer manifestou indignação e questionou a decisão, ressaltando a preocupação com a segurança pública e a sensação de impunidade gerada na sociedade. Para o apresentador, a soltura de um indivíduo flagrado transportando mais de 8 quilos de droga levanta um alerta grave sobre o enfrentamento ao tráfico na região.

“É uma quantidade expressiva de droga. A polícia faz seu trabalho, prende, apreende o entorpecente, e poucas horas depois o suspeito está novamente nas ruas. A população fica se perguntando: até que ponto isso protege a sociedade e podemos confiar na justiça?”, pontuou o jornalista durante o programa.

O apresentador destacou ainda que situações como essa acabam desmotivando o trabalho das forças de segurança e reforçam a necessidade de um debate mais rigoroso sobre os critérios adotados nas audiências de custódia, especialmente em casos envolvendo tráfico de drogas.

O caso segue repercutindo em General Carneiro e em toda a região do Vale do Araguaia, reacendendo o debate sobre o papel do juiz de garantias, a aplicação da legislação penal e os impactos dessas decisões na segurança pública.