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Justiça impõe regras para júri do caso Raquel Cattani

Sessão terá proibição de celulares, veto a transmissões ao vivo, acesso limitado e controle da cobertura jornalística no julgamento dos irmãos acusados pelo crime
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 14/01/2026 15:02
  • Autor: Com assessoria/TJ-MT

Com proibição de celulares, transmissões ao vivo e qualquer tipo de registro independente, a Justiça de Mato Grosso impôs regras rígidas para a cobertura do júri que vai julgar os irmãos acusados pela morte de Raquel Cattani.

A 3ª Vara da Comarca de Nova Mutum definiu nesta terça-feira (13) uma série de restrições que valem durante a sessão do Tribunal do Júri marcada para 22 de janeiro, quando serão julgados Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde. A sessão será presidida pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski e terá acesso controlado, uso limitado do espaço e regras específicas para imprensa e público.

Entre as principais determinações está a proibição total do uso de celulares, notebooks, gravadores e qualquer aparelho eletrônico dentro do plenário, tanto para o público quanto para jornalistas. A exceção vale apenas para magistrada, advogados, servidores e profissionais diretamente envolvidos no processo. O controle será feito pela Polícia Militar, com uso de detectores de metal.

Também está vetada qualquer transmissão em tempo real do julgamento. Apenas a Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso poderá realizar gravações de áudio e vídeo, que serão disponibilizadas posteriormente aos veículos de comunicação. O trabalho jornalístico dentro do plenário não será permitido, e informações sobre o andamento da sessão só poderão ser repassadas fora do ambiente interno.

O acesso ao plenário será limitado a 60 pessoas, conforme normas do Corpo de Bombeiros. Desse total, 10 vagas serão destinadas à imprensa, com apenas um representante por veículo, mediante credenciamento até as 14h do dia 20 de janeiro. Caso haja mais pedidos do que vagas, será realizado sorteio pela assessoria do TJMT.

Outras 25 vagas serão reservadas a familiares e pessoas próximas da vítima e dos réus, mediante envio prévio de documentação comprobatória ao gabinete da juíza. Para o público em geral, também serão disponibilizadas 25 vagas, com inscrição via WhatsApp e possibilidade de sorteio em caso de excesso de interessados.

A decisão judicial ainda proíbe manifestações públicas de autoridades durante o julgamento, medida adotada para evitar interferências externas e preservar a imparcialidade dos jurados. O acesso ao saguão do fórum será restrito apenas a pessoas previamente autorizadas, e a segurança será reforçada pela Polícia Militar e pela Coordenadoria Militar do TJMT.

As medidas, segundo a Justiça, têm como objetivo garantir a ordem dos trabalhos, a segurança de todos os envolvidos e o respeito à imagem e à dignidade da vítima, sem comprometer a transparência do julgamento.